Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

4) A RESTAURACAO LITERAL DA NACAO DE ISRAEL

O quarto “pilar” da verdade dispensacional é que Deus irá manter Suas promessas a Israel literalmente, e um remanescente de todas as doze tribos será abençoado em sua terra durante o reino milenial de Cristo. Isso acontecerá depois que a Igreja tiver sido levada para o céu e depois de transcorridos os sete anos de Tribulação (a septuagésima semana de Daniel).

ROMANOS 11:26-29

Em Romanos 11:15 Paulo enfatiza que tão certo quanto ocorreu uma “rejeição” de Israel, haverá também uma “admissão”. “Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?” (Rm 11:15). Se a sua rejeição foi literal (o que não podemos negar), qualquer um iria logicamente concluir que sua readmissão também será literal.

Nos versículos 25-29 Paulo afirma que depois “que a plenitude dos gentios” tivesse entrado a “cegueira” ou “endurecimento” de Israel terminaria. Isso ocorrerá graças ao “Libertador” (Cristo) vindo de Sião, o qual “desviará de Jacó as impiedades”. Portanto, a nação arrependida será restaurada ao Senhor e “todos” os que são verdadeiramente Israelitas (Rm 9:6-8) serão salvos. Isso corresponde às profecias do Antigo Testamento que indicavam que no futuro Deus voltaria a tratar com um remanescente de Israel, quando então as promessas feitas ao Seu povo terreno (Israel) seriam cumpridas. O apóstolo Paulo confirma isto ao declarar que “os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (vers. 29). Arrependimento, como todos sabemos, significa uma mudança de atitude. Deus não se arrependeu ou mudou Suas intenções em relação à Sua promessa de abençoar Israel. Ele não voltará atrás na promessa que fez por Sua Palavra a Abraão e sua família. Deus não apenas lhe fez a “promessa”, como também fez um “juramento”, e por essas “por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação” (Hb 6:13-18).

Existem muitas profecias que prometem que as tribos espalhadas de Israel retornarão à sua terra (Dt 30:1-5; Is 10:20-22; 11:11-13; 26:19; 27:12-13; 35:10; 49:8-26; 66:19-20; Jr 30-33; 46:27-28; Ez 20:34; 34:11-16; 36:16-38; 37:1-28; Dn 12:2; Os. 6:1-3; 14:1-9; Mq 4:6-7; 5:3; Zc. 8:7-8; Am 9:14-15; Sl. 68:22; Sl 107-150 – 5º Livro dos Salmos -- particularmente os Salmos 120-134, Sl 122:4; Lv 23:24-25 – “a Festa das Trombetas”).  Nessa ocasião Israel será restaurado ao Senhor e um remanescente de todas as doze tribos irá entrar no reino milenial de Cristo.

Na “parábola da figueira” o Senhor ensinou Seus discípulos que antes que chegue a Grande Tribulação e antes que Ele volte para julgar o mundo em justiça, “os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas” (Mt 24:32-35), referindo-Se à figueira (Israel). Isto é, Israel começaria a mostrar sinais de vida antes de dar fruto para Deus. Em Maio de 1948 o estado de Israel reapareceu nos mapas. Esse restabelecimento literal dos judeus nacionalmente em sua própria terra de Israel é inegável. Mesmo que isso tenha acontecido sem que eles tivessem recebido o Senhor Jesus Cristo como seu Messias, os dispensacionalistas veem este fato como um prenúncio da restauração literal e inevitável da nação. Hoje naquela nação “brotam folhas”, mas não haverá fruto para Deus até que sejam restaurados ao Senhor Jesus. Então eles irão, de fato, dizer: “De mim é achado o teu fruto” (Os 14:8).



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