Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

INTRODUCAO

INTRODUÇÃO
Teologia do Pacto ou Dispensações

Qual a maneira correta de se interpretar as Escrituras?

Quando o assunto são os princípios básicos de interpretação das Escrituras, o mundo cristão está dividido em duas principais correntes. Independente de estarem ou não cientes disso, conforme a posição que adotam, em relação a Israel e à Igreja e aos santos do reino milenial, no propósito de Deus para a bênção futura do homem no reino de Cristo, os cristãos são identificados por seguirem ou a “Verdade Dispensacional” ou a “Teologia do Pacto”.
É triste ter de admitir que desde o seu princípio a Igreja fracassou em guardar “o bom depósito” ou a verdade que lhe foi confiada (2 Tm 1:14). Uma das muitas coisas que foram perdidas ao longo dos anos foi a verdade dispensacional. Ela foi ensinada pelo apóstolo Paulo, todavia de algum modo acabou incompreendida e perdida nos primeiros séculos da história da Igreja. Com a perda dessa verdade foram introduzidos muitos erros na profissão cristã. Um destes erros é a Teologia do Pacto. Trata-se da crença de que a Igreja seria um cumprimento das profecias do Antigo Testamento concernentes a Israel. Este erro foi inicialmente ensinado por homens como Agostinho (400 D. C.). Mais tarde, por ocasião da Reforma Protestante (nos anos 1500), ele foi transformado em um sistema de doutrina conhecido hoje como “Teologia do Pacto” ou “Teologia Reformada”. Infelizmente há muito tempo a Teologia do Pacto é aceita como o método ortodoxo de interpretação da Bíblia pela grande maioria da profissão cristã. Quer sejam os católicos ortodoxos ou romanos, ou os reformadores protestantes com suas igrejas nacionais, ou as muitas denominações dissidentes que saíram desses grupos, a maioria — senão todos — aceitou esta interpretação errônea do propósito de Deus em abençoar os homens sob o reino de Cristo. Foi somente nos anos 1800 que Deus efetuou uma restauração completa da verdade “que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3) e a verdade dispensacional voltou a ser conhecida.

A Figura indica que a maior parte da cristandade adota uma interpretação pactualista e não dispensacionalista da Bíblia

Cremos que todos os cristãos precisam ter uma compreensão básica da verdade dispensacional. Sem isto ficaremos à deriva na profissão cristã de nossos dias. As consequências de não se enxergar a distinção entre o modo de Deus tratar com Israel e com a Igreja são significativas, no que diz respeito ao reino milenar de Cristo que se aproxima. Isso leva a muitos erros, desde uma escatologia incorreta (estudo dos eventos futuros) até uma eclesiologia incorreta (estudo da doutrina e prática da Igreja). Isto influencia também os objetivos das pessoas envolvidas no serviço cristão.



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